30 de jul de 2010

SWU confirma Rage Against the Machine no Brasil

Na quinta (29), o festival SWU lançou uma promoção para distribuir ingressos a quem acertasse qual seria a banda a tocar no dia 9 de outubro. Pelas dicas dadas no site oficial do evento, muita gente já havia adivinhado que a atração seria o Rage Against the Machine. Na manhã desta sexta (30), a organização confirmou a banda como headliner do primeiro dia de festival.

A banda de Zack de La Rocha e Tom Morello vai tocar no mesmo dia em que The Twelves, Killers on the Dancefloor, Glocal e Marky. O festival acontece em um sítio de Itu, interior de São Paulo, entre os dias 9 e 11 de outubro. Já estão confirmados Dave Matthews Band, Kings of Leon, Regina Spektor, Sublime with Rome, Linkin Park, Incubus, Pixies, Cavalera Conspiracy e DJ Erol Alkan.

Banda de Porto Velho estréia clipe na MTV neste sábado

No próximo sábado (31/07), às 10 horas (horário local de RO), no programa “LAB BR” da MTV, estréia o clipe da música “Eu Quero”, do STREP. A banda é natural de Porto Velho (antiga Sedna) e atualmente reside na cidade de São Paulo.
O clipe teve a direção de Pablo Uranga, com equipe técnica de profissionais da GNT e Multishow. Conta também com as participações de Michelle Batista, que interpretou a personagem (Clarissa) em Malhação no ano de 2007, e de Alejandro Claveaux no elenco.

STREP - Um acessório de surfista deu nome a banda de rock formada por Tibério Borba (vocal e guitarra), Phablo Pontes (baixo) Tine Azevedo (guitarra), e Tato (bateria). A escolha do nome deve-se ao fato dos integrantes da banda surfarem nas praias do Arpoador, Prainha e Macumba no Rio de Janeiro.

O STREP surgiu em Rondônia há cinco anos, originalmente batizada com o nome de Sedna. Neste período, tocou por quase todas as capitais do Brasil, mudou-se para Brasília indo em seguida para o Rio de Janeiro, onde produziu e gravou seu primeiro Disco Oficial com influências do rock pop e surf music. O disco teve a produção musical do inglês Paul Ralphes, que já produziu bandas como: Skank, Cidade Negra, Biquini Cavadão, Engenheiros do Hawaií, Kid Abelha e etc, além de dirigir os Acústicos MTV, Estúdio Coca-Cola Zero e o Grammy Latino. No momento o Strep reside na cidade de São Paulo e divulga seu trabalho. O objetivo é levar o som aos quatro cantos do Brasil e tocar no sentimento das pessoas.

Vale ressaltar que o disco teve a participação de dois nomes da música brasileira, Nê do Chimarruts (Perigo e Som) e Lucas Lima (Me Acorde). Com pouco mais de dois meses em São Paulo, a banda já acumula feitos para o currículo: foi selecionada pela Volkswagen para abrir o show do Titãs no Anhembi, ficou entre as 3 finalistas do concurso Lost Band Search, que teve mais de 500 bandas, e ainda chegaram entre as 10 melhores bandas do festival de música Rocket Stone, da novela Malhação da Rede Globo. Fonte: Assessoria

29 de jul de 2010

Smashing Pumpkins e Pavement no Brasil

Nesta quinta-feira (29), a organização do Planeta Terra confirmou as sete primeiras atrações para o festival deste ano. A novidade são os norte-americanos Smashing Pumpkins que entra no line-up para se juntar ao Pavement, Of Montreal, Hot Chip, Phoenix, Yeasayer e Girl Talk 3rd Band.

O Planeta Terra Festival 2010 acontece no dia 20 de novembro, no Playcenter, São Paulo. Os ingressos estão divididos em quatro lotes que aumentam de preço de acordo com a procura e estarão à venda a partir do próximo domingo, 1º de agosto.

O Planeta Terra Festival 2010 acontece no dia 20 de novembro, no Playcenter – Rua José Gomes Falcão, nº 20 – Barra Funda, São Paulo, SP. Os valores para o 1º lote é de R$ 160, 2º lote: R$ 180; 3º lote: R$ 200 e o 4º lote: R$ 220. Mais informações podem sem adquiridas pelo telefone 4003-5588 (válido em todo território nacional) ou pelo site http://premier.ticketsforfun.com.br

23 de jul de 2010

Palmas ao rock - Por Raphael Vaz

(Por Raphael Vaz) A capital do Tocantins, Palmas, sedia dos dias 5 a 7 de agosto o PMW Rock Festival, que alcança em 2010 sua sétima edição. Com média de 3 mil pessoas por temporada, o evento colocou a capital tocantinense no calendário cultural brasileiro, além de permitir ao público local presenciar artistas de calibre nacional e bandas da cena alternativa.

A primeira edição do PMW ocorreu em 2005, com 21 bandas, sendo 13 locais. Dois anos depois, o line up do evento dá um salto, trazendo nomes como Cordel do Fogo Encantado (PE), e os cariocas do Matanza e Maldita. Ainda em esfera nacional, também já recebeu aplausos no festival a banda mineira Pato Fu, que se apresentou na quinta edição, em 2008.

Para 2010, o PMW Rock Festival já conta com 19 nomes confirmados. Dead Fish, Black Drawing Chalks e Galinha Preta dividirão holofotes com bandas locais como A Baba de Mumm Rá e Capellinos. As apresentações repartem espaço com ciclo de palestras e debates entre produtores, artistas e outros profissionais sobre o atual momento fonográfico do Brasil. A organização ainda promove a Feira Independente, onde moda e gastronomia tocantinenses serão promovidas.

Membro da Associação Brasileira de Festivais Independentes, a sétima edição do PMW Rock Festival é oportunidade de fazer jus ao nome da cidade, e saudar organização e bandas responsáveis por promover mais uma edição do evento que abriu horizontes no cenário musical da região - predominantemente mediada pelo forró e brega. Batam palmas; o show está apenas por começar!

PMW Rock Festival
www.myspace.com/pmwrockfestival | twitter @pmwrockfestival

Palmas, Tocantins - 5, 6 e 7 de agosto

Locais – A noite de quinta-feira (5) acontece no Tendencies Music Bar (Av. LO 3 104 Sul Lote 73). Nos últimos dias, o evento passa para o Espaço Cultural (Av. Teotônio Segurado)

Valor – 1 kg de alimento não perecível por dia

Preços de passagem – Pela TAM, as passagens variam entre R$ 439 e R$ 2.111 com saída do aeroporto de Porto Velho. Pela Gol, as tarifas variam entre R$ 419 e R$ 579.

Hospedagem – A organização do evento promete ajudar os forasteiros a encontrar hotéis na cidade. Interessados devem ligar para os números (63) 8402 7850 - 9203 1116 ou enviar mensagem para o endereço pmwrockfestival@gmail.com.

13 de jul de 2010

O ROCK NA VIDA DOS ROQUEIROS - ESPECIAL DIA DO ROCK

O ROCK NA VIDA DOS ROQUEIROS

“ O rock mudou minha vida para sempre, tanto para melhor como para pior, seja lá o que isso queira dizer!
O rock virou música, a caveira radical virou ridículo e infantil pra mim, o cabelo pintado virou moda na TV pros jovens. Preso pela desgraceira do rock real, o sujo, o brega talvez, dos confins dos interiores do Brasil pobre, seja o meu novo rock!"


Fábio Mozine é dono da gravadora Laja Records e integrante das bandas Mukeka di Rato, Merda e Os Pedrero.

O ROCK NA VIDA DOS ROQUEIROS - ESPECIAL DIA DO ROCK

O ROCK NA VIDA DOS ROQUEIROS

O Rock é minha vida, minha profissão. Só sou músico por causa do Rock. Só sei fazer isso nesta vida.

“Se não existisse o Rock, com certeza eu seria um lixeiro.”

Gabriel Thomaz - Vocalista da banda Autoramas (RJ)

O ROCK NA VIDA DOS ROQUEIROS - ESPECIAL DIA DO ROCK

O ROCK NA VIDA DOS ROQUEIROS

“ Lembro que em 2003 (se não me engano) os Hellacopters vieram ao Brasil. Um amigo que trabalhava em uma grande produtora conheceu eles através de mim, e os convidou para tocar. Sou MUITO fã dos Hellacopters. Através desse mesmo amigo, eles conheceram a banda que eu tocava na época, os Forgotten Boys.

Veio um convite para eu cantar uma música com eles, a última do show, um cover dos Stooges (Search And Destroy) no Pacaembu, lotado. Esse foi realmente algo que me marcou muito. Tenho o set list do dia, e algumas fotos que tiraram, mas, infelizmente não me lembro de muita coisa. No dia eu estava muito bêbado, e nervoso mas lembro que a banda foi muito simpática e generosa, relembra Chuck Hipolhito, ex-integrante da banda paulista Forgotten Boys, atualmente na banda Vespas Mandarinas (SP).

O ROCK NA VIDA DOS ROQUEIROS - ESPECIAL DIA DO ROCK

O ROCK NA VIDA DOS ROQUEIROS

Para o vocalista da banda Lopes (MT) e produtor do Riff Studio em Cuiabá, Rodrigo Lopes, o rock é essencial: “Rock simplesmente é a minha vida, não sei fazer outra coisa que não seja tocar rock, produzir bandas de rock, e fazer eventos de rock. Em 1986 eu pedi pra ganhar de aniversário dois discos de Rock, A Kind of Magic do Queen e Radio Pirata Ao vivo do RPM, tudo começou aí. Em 2000 eu tive a oportunidade de ver a volta do Bruce ao Iron Maiden no Rock In Rio III, mais tarde eu participei da produção local do show de uma das minhas bandas preferidas, o Sepultura, mas nada disso se compara ao fazer um show e ouvir as pessoas cantando suas músicas, seja em sua cidade ou em festivais pelo Brasil, o rock é uma experiência única”, disse Lopes.

O ROCK NA VIDA DOS ROQUEIROS - ESPECIAL DIA DO ROCK

Para continuarmos a falar da importância do rock, nada melhor do que deixar os próprios roqueiros falarem da importância do rock na vida de cada um.

O vocalista da banda Detonautas e do Raimundos, Tico Santa Cruz, falou sobre as fases que o rock atravessa atualmente: “Enquanto o Sertanejo se tornou universitário, o Rock voltou para o Maternal. A infantilização do estilo condiz com a relação natural do mercado e seus consumidores. Quem escolhe o que vai passar na TV ou tocar no Rádio não é o diretor artístico, é o diretor comercial. Aquele que negocia os spots de propagandas. Por essa lógica, a parcela que tem mais condições de comprar é o que será privilegiado.

A dinâmica do "Ibope". Antes não era assim? Era, mas ao menos os jovens das gerações passadas, diante de seus panoramas políticos e sociais, estavam envolvidos com temas mais profundos e abrangentes, assim como o amor era tratado de forma mais interessante, lírica e poética, sem deixar de ser pop. Hoje o que assistimos é a proliferação de grupos formados por adolescentes criados somente a experiências virtuais, com sede de fama, glamour e popularidade entre os amiguinhos da escola. Mas, é a realidade! O Rock não morreu, apenas foi no salão de beleza e já volta, como diria Marcelo Nova.”, desabafa Tico Santa Cruz.

O ROCK NA VIDA DOS ROQUEIROS - ESPECIAL DIA DO ROCK

Para continuarmos a falar da importância do rock, nada melhor do que deixar os próprios roqueiros falarem da importância do rock na vida de cada um.

“ São tantos momentos do rock que marcaram a minha vida. Um dos que mais me lembro foi quando os Mutantes voltaram, eu não imaginava nunca vê-los ao vivo e foi muito mais que isso, tive a oportunidade de abrir o show deles. Acabou meu show e permaneci sentado na bateria completamente incrédulo quando começaram no outro palco, disse Mario Mamede, DJ e baterista da banda Moptop (RJ). Rock e vida pra mim são sinônimos, não consigo viver sem vida, sem o rock, desde quando era muito pequeno e meus pais tocaram um Led Zeppelin pra mim comecei a viver, antes disso eu realmente não lembro de mais nada”, disse Mario.

12 de jul de 2010

Dia Mundial do Rock – 1ª parte



Por Mary Camata

Já dizia nossa roqueira Rita Lee Jones: “Desconfio que não há mais cura pra este tal de Rock and Roll”. E realmente. Desde que ele surgiu em meados da década de 50, ele nunca mais teve cura. Pelo contrário. O vírus rock and roll se espalhou rapidamente por países, atravessando gerações e está presente na vida de muitas pessoas até os dias de hoje.

No dia 13 de julho, comemora-se o dia do rock que surgiu em 1985 quando o cantor e compositor Bob Geldof organizou o evento chamado Live Aid que tinha o objetivo de arrecadar fundos em prol dos famintos da Etiopia. Os concertos foram realizados em Londres, Filadélfia, Sydney, Moscou e no Japão. O Live Aid foi uma das maiores transmissões em larga escala por satélite e televisão de todos os tempos — estima-se que 1,5 bilhão de espectadores, em mais de 100 países, tenham assistido a apresentação ao vivo. A partir desde dia, a data 13 de julho passou a ser conhecida como o dia mundial do rock.

Não é fácil escrever sobre o dia Mundial do Rock, pois são tantos momentos marcantes que já aconteceram em vários lugares do mundo que não caberiam em uma só matéria. Resolvi convocar um time de peso de grandes pessoas ligadas a cena do rock no Brasil para que me ajudasse a montar uma homenagem ao Dia Mundial do Rock.

Para começar a confecção desta matéria especial, convidei o amigo Hélio Ribeira, artista plástico, vocalista da banda Willrob (RJ), produtor da Festa do Baco que acontece no Rio de Janeiro e amante das grandes história do Rock no Brasil que lembrou de um fato histórico que aconteceu no Rio de Janeiro na década de 80, o primeiro show da banda KISS no Brasil:

“ Se eu tiver que escolher apenas UM momento, eu fico com aquele que impressionou um menino que nunca tinha visto um mega show internacional. Aliás, até aquele dia, o Rio de Janeiro ainda não tinha visto um mega show internacional. O Queen já tinha tocado em São Paulo em 81, mas o Rio era quem podia definir algo pro futuro do rock no Brasil, naquela época. E foi a passagem do Kiss pelo Maracanã, em 83, na turnê do disco “Creatures of the Night”, que ensinou a molecada carioca como é divertido o grande circo do rock’n roll.

A expectativa para o evento era total, e a mídia cobria cada detalhe da história da banda. A exemplo do Morumbi, ao receber o Queen, o “Maraca” aturou 200 mil cabeças saltitantes, que se apertaram enlouquecidamente pelas portas estreitas para a grandiosidade da ocasião. Cada dificuldade evidenciava a falta de estrutura da organização, que depois do aperto, teve a recompensa: O Kiss colocou um tanque de guerra (de verdade!) no palco. E, como se não bastasse, o bicho ainda atirava. E, como se fosse ainda pouco, acertava (logicamente, efeitos pirotécnicos) os PA’s (caixas de som) suspensos sobre o público.

As caixas explodiam e pegavam fogo, provocando uma clareira aberta pela fuga da galera da cremação iminente. Já era conhecida do público essa característica teatral do grupo, mas até para quem já conhecia o impacto visual e sonoro foi demais, principalmente por nunca termos visto algo assim antes.

Em meio a tudo isso, o Herva Doce, banda nacional de qualidade e muito sucesso da época, abriu o grande show do Kiss. Quando soube que eles tocariam antes, estranhei. Não imaginava como um grupo nacional se encaixaria naquela estrutura. Era tudo muito grande, e inserir alguém “como nós”, naquele contexto, éra uma coisa inédita pro rock nacional até então. Pois a resposta do público foi ótima, o Herva mandou muito bem, e a receptividade do público provou que o Brasil estava pronto pro grande circo do rock’n roll e o Herva Doce mostrou que as bandas nacionais estavam prontas pra fazer frente nele.

Um dos momentos engraçados nesse show foi quando Renato Ladeira disse pro pessoal esperar por lá depois, porque o Kiss estava quase chegando pra fechar o show deles. Esse dia foi, com certeza, a festa de rock’n roll mais marcante. Não foi por acaso que, em 85, o Rio foi palco de um dos maiores festivais de Rock de todos os tempos, trazendo simultaneamente gente como AC/DC, Iron Maiden, Whitesnake, Ozzy, Yes, Queen, Scorpions e tantos outros. O Rock In Rio mudou tudo na música e no rock brasileiros, e influenciou até a forma de se produzir mega shows, inovando em muita coisa. Mas isso não teria acontecido sem esse antológico dia no Maracanã”, finalizou Helio.

Após Hélio lançar a data marcante, veio a pergunta... onde estaria Renato Ladeira? O produtor que fundou a antiga banda The Bubbles, também foi integrante da banda Herva Doce, que foi a banda que abriu o show do Kiss em 1982 para um publico de 200 mil pessoas. Com a facilidade da internet, consegui encontrar Renato Ladeira que gentilmente me cedeu algumas palavras sobre este grande dia na cena do rock no Brasil:

“ O dia que abrimos o show do Kiss no Maracanã foi mágico, uma das maiores emoções da minha vida. Lembro do exato momento que estávamos fora do palco, na beira da rampa de acesso a ele, esperando o sinal do “gerente” de palco do Kiss para subirmos e fazer o show. Ele falou que o nosso sinal seria quando apagassem as luzes do estádio.

Apagaram, mas ele não deixou que subíssemos. Então vimos o Maracanã lotado piscando isqueiros.... foi indescritível. Depois de um tempo ele nos mandou subir e fazer o show. Eu estava tão nervoso que atrás dos amplificadores gritei, mas gritei muito alto.

Consegui descarregar um pouco a adrenalina acumulada, entramos e fizemos o nosso show. Foi ótimo ver o Maraca inteiro cantando "Erva venenosa" conosco. Foi um dia fabuloso. O rock está na minha vida desde os meus 13 anos de idade, quando montei com meu irmão a minha primeira banda "The Bubbles", que depois de alguns anos se tornaria "A Bolha". O Herva só viria nos anos 80. E neste ano reuniremos A Bolha para gravar um show em comemoração dos 40 anos de banda (1970/2010), disse Renato.

O Rock está em todos estes momentos que podemos vivenciar. Está no nosso sangue, nos nossos olhos e na nossa memória. Na segunda parte da matéria, temos o rock na vida dos roqueiros que vivem e trabalham diretamente com ele. Viva o dia do rock e muito rock and roll pra gente!

8 de jul de 2010

Brasil receberá 30 shows internacionais


Se o primeiro semestre correu em marcha lenta com os shows internacionais no Brasil, o segundo semestre sinaliza agenda cheia por aqui. Mais de 30 atrações já estão confirmadas para rodar o país --e outras nove são especuladas para entrar na programação de festivais.

Grande parte não é novidade e já passou por aqui em anos anteriores, como Echo & the Bunnymen, Scorpions, Kings of Leon, Linkin Park, Phoenix e Jonas Brothers. Entre os artistas que pisam em palcos brasileiros pela primeira vez estão Ne-Yo, Lionel Richie, Yanni, Air e Regina Spektor.

O mês de julho começa devagar, mas em setembro e outubro a movimentação nos palcos já promete ser intensa. O rapper 50 Cent abre a temporada dos grandes shows gringos no país. Ele se apresenta este mês em seis cidades: Salvador (dia 09), Goiânia (10), São Paulo (15), Belo Horizonte (16), Rio de Janeiro (17) e Florianópolis (18).

O uruguaio Jorge Drexler volta ao Brasil também neste mês para quatro shows de divulgação do seu novo trabalho, "Amar La Trama". Ele começa a curta turnê por São Paulo (dia 23), passa por Porto Alegre (dias 24 e 25) e encerra a viagem em Florianópolis (27).


MÊS DE AGOSTO

O cantor de R&B Ne-Yo dos sucessos "Sexy Love" e "Miss Independent", vem ao Brasil em agosto para fazer três shows. A turnê começa dia 13 em São Paulo, dia 14 passa pelo Rio de Janeiro e dia 15 em Belo Horizonte. No dia 17, a veterana banda escocesa Simple Minds faz show em São Paulo.

Mariah Carey
é a atração internacional da Festa do Peão de Barretos de 2010, no interior de São Paulo. A cantora se apresenta no evento no dia 21 com contrato de exclusividade, o que a proibe de marcar outros shows no país nesse mesmo período. Pela primeira vez no Brasil, Lionel Richi virá ao país para dois shows. Dono de sucessos como "Endless Love" e "Say You, Say Me", o cantor vai se apresentar em São Paulo no dia 28 e dia 29 no Rio de Janeiro.

Ex-integrante do grupo RBD, a mexicana Maite Perroni inicia sua turnê no país dia 13, em Belo Horizonte, dia 14 no Rio de Janeiro e no dia 15, em Curitiba. Dia 19, Perroni se apresenta em Santos e dia 20 em São Paulo. A cantora ainda passa por Brazlândia (XIV Festival do Morango) no dia 21, e encerra no dia 22 em Recife. A cantora norte-americana Erykah Badu
também tem show confirmado em São Paulo no mês de agosto.

MÊS DE SETEMBRO

O mês de setembro começa, a princípio, com a diva do R&B Lauryn Hill. A ex-vocalista do Fugees se apresenta dia 3 em Florianópolis, dia 6 no Rio de Janeiro, dia 7 em São Paulo e dia 12 em Brasília.

Um dos grandes nomes do rock nos anos 70, Peter Frampton vem ao Brasil para cinco shows. O cantor dos sucessos "Breaking All The Rules" e "Show Me The Way" começará sua turnê dia 9 em Brasília e passará dia 11 pelo Rio de Janeiro, dia 14 em Porto Alegre, dia 17 em São Paulo e dia 18 em Belo Horizonte.

Com uma turnê de despedida, o Scorpions
havia marcado apenas uma apresentação em São Paulo no dia 19. Depois disso, outras datas foram acrescentadas na agenda da banda como dia 11 em João Pessoa, dia 18 também em São Paulo, dia 21 em Curitiba, dia 22 em Brasília e dia 24 em São Luís. O pianista e compositor grego Yanni vai se apresentar no Brasil pela primeira vez. Os shows acontecem em São Paulo nos dias 21 e 22, e no Rio de Janeiro no dia 24.

MÊS DE OUTUBRO

O Festival SWU que acontece entre os dias 9 e 11 na cidade paulista de Itu, promete trazer mais de 60 atrações entre nacionais e internacionais. Já estão confirmados Kings of Leon, Regina Spektor, Sublime, Pixies, Dave Matthews Band, Linkin Park e Incubus, além dos DJs Sharam e Erol Alkon.

Outra ex-RBD Anahi vai passar com sua turnê "Mí Delírio Tour Reloaded" dia 9 no Rio de Janeiro e dia 10 em São Paulo. O Echo & The Bunnymen tem duas datas de shows já anunciadas. Ian McCulloch e Will Sergeant tocam dia 11 em São Paulo e dia 12 em Belo Horizonte.

Dez meses após a primeira apresentação no Brasil, o The Cranberries volta para mais cinco shows. A banda liderada pela vocalista Dolores O'Riordan passará pelo Rio dia 12, em São Paulo dia 14, em Brasília dia 19, em Recife dia 22 e em Fortaleza dia 23. O Green Day toca em quatro estados. O grupo de Billie Joe Armstrong vai passar por Porto Alegre dia 13, dia 15 no Rio, dia 17 em Brasília e dia 20 em São Paulo.

O Air anunciou três shows por aqui. A dupla francesa de eletrônica divulgou que toca no Rio de Janeiro dia 14 , em Belo Horizonte dia 15 e dia 16 em São Paulo, porém não há informações oficiais nas casas de shows nem sobre a realização do festival em São Paulo. O cantor Alejandro Sanz fará duas apresentações na segunda quinzena do mês da turnê "Paraíso". Os shows acontecem no Rio de Janeiro dia 17 e dia 19 em São Paulo.

Segundo informação da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha esta semana, organizadores da turnê do Bom Jovi
reservaram o estádio do Morumbi, em São Paulo, no dia 8, mas a mesma data já foi anunciada pela produtora Time For Fun para o show do Rush. A apresentação do Bon Jovi ainda não foi confirmada oficialmente. O Rush já toca dia 8 em São Paulo e dia 10 no Rio de Janeiro.

MÊS DE
NOVEMBRO


O Jonas Brothers
divulgaram no MySpace da banda que voltam ao país com Demi Lovato. Segundo o anúncio, os irmãos e a cantora dividem o palco na turnê de "Camp Rock 2" em três apresentações: dia 6 em São Paulo, dia 7 no Rio de Janeiro e dia 9 em Porto Alegre. Stu Cook e Doug Cosmo, dois dos integrantes originais do Creedence Clearwater Revival, também voltam ao Brasil em novembro. O Festival Planeta Terra confirmou apenas duas atrações na edição 2010 do evento: Hot Chip e Phoenix. A 4ª edição do festival acontecerá no dia 20 de novembro em São Paulo, ainda sem local definido.

Depois se apresentar pela primeira vez no Brasil no final do ano passado, o Twisted Sister volta em novembro. Por enquanto, apenas um show foi anunciado no dia 27 em São Paulo.

ESPECULAÇÕES

As especulações de quem vem tocar por aqui não param. Alguns dos boatos que circulam constam que Rage Against The Machine, Paul McCartney, Smashing Pumpkins e Yo La Tengo estão em negociação para entrar na programação do Festival SWU. Porém, nada ainda foi sinalizado pela produtora do evento.

Belle & Sebastian, Passion Pit, Pavement e a banda virtual de Damon Albarn, Gorillaz, são cogitados para o Festival Planeta Terra. Outros boatos dão conta de que Queens of The Stone Age estaria acertando uma possível vinda para um festival, que ainda não se sabe qual seria.

Fonte. UOL

Rush confirma dois shows no Brasil

Outubro vai ser mesmo o mês de shows internacionais no Brasil. Além de dois festivais confirmados – o novo SWU e o Natura - About Us – e a passagem da possível turnê de Bon Jovi, a novidade agora é a vinda do Rush. A banda canadense faz dois shows no país: em São Paulo, no Estádio do Morumbi, dia 08 de outubro, e no Rio, na Praça da Apoteose, no dia 10.

O grupo iniciou a turnê "Time Machine" há poucas semanas nos Estados Unidos – onde recentemente ganhou uma estrela na famosa Calçada da Fama – e a previsão, por enquanto, é que a viagem termine na capital carioca. Em comemoração aos 30 anos do álbum Moving Pictures, o trio formado por Geddy Lee (baixo, teclado e vocal), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria) está tocando o disco, aquele com o hit "Tom Sawyer", na íntegra. Canções inéditas, como "Caravan" e "BU2B", também estão no repertório e servem como uma prévia do álbumClockwork Angels, previsto para 2011.

O último trabalho de estúdio do Rush é Snakes & Arrows, de 2008. Ainda não foram divulgadas informações sobre início das vendas e preços de ingressos para os shows no Brasil.

RUSH - Rush é uma banda canadense de rock progressivo formada em agosto de 1968, na cidade de Toronto, Ontário. O grupo passou por uma série de diferentes formações entre 1968 e 1974, alcançando a formação definitiva quando Neil Peart tinha substituído o baterista original John Rutsey em julho de 1974, duas semanas antes da primeira turnê nos EUA.
Musicalmente, o estilo evoluiu ao longo dos anos, começando no blues inspirado no heavy metal em seus primeiros álbuns e, em seguida, englobando hard rock e o rock progressivo, um período dominado pelos sintetizadores e, mais recentemente, o rock moderno.
O Rush é o quarto colocado nas estatísticas de vendas de álbuns consecutivos de ouro ou platina por uma banda de rock, atrás de Beatles, Rolling Stones e Aerosmith.

7 de jul de 2010

Tudo pronto para o Festival Quebramar

Estará acontecendo na capital Macapá (AP) nos dias 08,09 e 10 de julho, a 3ª edição do Festival Quebramar. Consolidado como o maior representante do gênero independente no Amapá, o festival traz vinte e cinco bandas para o Anfiteatro da Fortaleza de São José durante três noites que prometem agitar a capital.

Confira a programação completa do Festival:

Dia 08 de julho
10h – 12h

Oficina livre de Guitarra


Palestrantes:

1. Alexandre Avelar (Mini Box Lunar)
2. Ppeu Ramos (Genezis, Tem Deck?)
3. Patrick Oliveira (Stereovitrola)
4. Fabio Costa (free lancer)
5. Michel Moura (Sps12)
6. Jaime Lopes (Profétika)
7. Pablo Henrique (Intruhder)

(18h) – Fortaleza São José de Macapá

Conhecendo o Marabaixo (Grupos Amapaenses de Batuque e Marabaixo)

Dia 09 de julho
14h – 17h

“Redes Sociais, Música e Mercado”
Mediadora: Heluana Quintas

Pablo Capilé (Abrafin – CFE)
Linha Dura (Cufa - MT)
Marcelo Damaso (Festival Serasgum - PA)
Fabrício Ofuji (Moveis Coloniais de Acaju - DF)
Bárbara Andrade (Coletivo Megafônica – PA)
Cléverson Baía (AMCAP - AP)

(18h) - Anfiteatro da Fortaleza São José de Macapá

Móveis Coloniais de Acaju (DF) (foto)

Linha Dura (MT)

Mini Box Lunar (AP)

Juca Culatra e Power Trio (PA)

The Baudelaires (PA)

Stereovitrola (AP)

Felipe Cordeiro e os Astros do Século (PA)

Godzilla (AP)

Paris Rock (PA)

Roni Moraes (AP)

Samsara Maya (AP)

Gás 11 (AP)

Vila Vintén (AP)

Dia 10 de julho
14h-17h

“Jornalismo Cultural e a cena independente brasileira”
Mediadora: Jenifer Nunes

Carlos Eduardo Miranda (SP)
Alex Antunes (SP)
Marcelo Damaso (PA)
Fábio Gomes (RS)
Karen Pimenta (AP)
Roberta Scheib (AP
)

(18h) - Anfiteatro da Fortaleza São José de Macapá

Mukeka di Rato (ES)

Pig Soul (SP)

Sps12 (AP)

Desalma (PE)

Amaurose (AP)

Veludo Branco (RR)

Profétika (AP)

Brown-Há (DF)

Intruhder (AP)

Marttyrium (AP)

Nova Ordem (AP)

Heloim (AP)

6 de jul de 2010

O punk rock da Dizzy Queen


Por Mary Camata

Muita gente reclama de bandas com vocal feminino por lembrar do tom meloso de Fernanda Takai e de Paula Toller. Eu particularmente, gosto muito de bandas com vocalistas mulheres, o que não quer dizer que eu ache que voz de mulher combina com qualquer tipo de música mas hoje vou apresentar uma banda com vocal feminino que até você que não gosta, desta vez vai gostar.

A banda capixaba da vez chama Dizzy Queen e tem nos vocais a performática Priscilla Simonelli que não tem nada de delicada. Priscilla tem uma voz forte, pesada e uma performance de palco completamente rock and roll. A banda que começou em 2007 com o nome de Vitória Hard Rockers, teve algumas modificações até se tornar Dizzy Queen que de acordo com Priscilla, a palavra Dizzy surgiu em conversas com amigas sobre a música Dizzy Miss Lizzy dos Beatles e o Queen em homenagem ao maior cantor de todos os tempos, Freddy Mercury. Alguns dizem que a Dizzy Queen é rock clássico, outros chamam de alternative rock, hard rock, indie rock, punk rock, mas Dizzy Queen é uma mistura bem feita de todos estes elementos.

A banda que é mais uma aposta do empreendedor do rock, Fábio Mozine e sua Laja Records, já está gravando o primeiro cd que virá carregado do mais puro rock and roll clássico. O disco terá 10 faixas em inglês e aborda temas referentes à política, amor e liberdade. Se você ainda não conhece, aproveite a oportunidade de conhecer a banda Dizzy Queen que com certeza, será uma das revelações do ano de 2010.

APERITIVO: OUÇA DIZZY QUEEN CLICANDO AQUI!

5 de jul de 2010

Final de semana tem Festival Quebramar

Estará acontecendo na capital Macapá (AP) nos dias 08,09 e 10 de julho, a 3ª edição do Festival Quebramar. Consolidado como o maior representante do gênero independente no Amapá, o festival traz vinte e cinco bandas para o Anfiteatro da Fortaleza de São José durante três noites que prometem agitar a capital.

Em 2010, o Quebramar ocorrerá nos dias 08, 09 e 10 de julho. A Fortaleza de São José de Macapá, uma das sete Maravilhas do Brasil, será novamente o cenário deste grande evento, onde o público poderá prestigiar muita música, debates e workshops, entre outras atividades, que pretendem fortalecer os artistas, produtores e agentes locais.

O povo tucuju terá aproximadamente 17 horas do melhor da música independente atual. Disseminando o conceito de diversidade cultural, a programação deste ano apresenta o som de grupos amapaenses de Batuque e Marabaixo, ao lado de grandes nomes como os das bandas Móveis Coloniais de Acaju (DF), destaque do rock nacional; Mukeka di Rato (ES), consagrada banda de grindcore; o rapper cuiabano Linha Dura (MT); e o jazz experimental da Pig Soul (SP). As bandas Paris Rock (PA) e Brown-Há (DF), Juca Culatra & Power Trio (PA), Desalma (PE) e The Baudelaires (PA) também engrossam a lista. Além disso, no line up, encontramos bandas que se consolidaram local e nacionalmente, como Mini Box Lunar e Stereovitrola. Há espaço também para as revelações, tais quais Godzilla e Amaurose.

DEBATES E WORKSHOPS

Uma característica marcante do Quebramar é não se prender a uma programação musical, mas também abrir espaços para o debate crítico. Assim como nos anos anteriores, integra-se às atividades os workshops de “Oficina livre de Guitarra” e “Oficina de formação Cineclubista”; os debates “Redes Sociais, Música e Mercado” e “Jornalismo Cultural e a cena independente brasileira”; além da I Mostra Inovacine de Cinema Contemporâneo.

PARCERIAS

O Festival Quebramar tem apoio do Governo do Estado do Amapá, Secretaria Estadual de Cultura (SECULT), Prefeitura de Macapá e GHATA. A realização é feita pelo Coletivo Palafita, organização que desde 2006 desenvolve trabalhos na área da cultura com fins de estimular a cadeia produtiva do setor numa perspectiva cooperativista. É articulado ao Circuito Fora do Eixo, rede nacional de coletivos culturais que seguem os mesmos valores, totalizando 46 pontos pelo país. Este evento é apenas uma das ações engendradas pelo grupo, que enfoca a cultura jovem e urbana macapaense, crescente e cada vez mais receptiva as novidades apresentadas.

2 de jul de 2010

Kings of Leon e Sublime no Festival SWU

O festival SWU Music and Arts Festival confirmou nesta sexta-feira (2) mais duas bandas para a programação internacional. Kings of Leon e Sublime with Rome juntam-se aos já anunciados Pixies, Dave Matthews, Linkin Park e Incubus, além dos Djs Sharam e Erol Alkon para o evento que acontece entre os dias 9 e 11 de outubro na Fazenda Maeda, em Itu, no interior de São Paulo.

O Kings of Leon é um dos headliners do dia 10. A banda formada pelos irmãos Caleb Followill (vocal/guitarra), Jared Followill (baixo), Matthew Followill (guitarrra) e o primo Nathan Followill (bateria) chega ao Brasil depois de vender mais de 7 milhões de unidades pelo mundo do seu último álbum "Only By the Night".

Em turnê pelos Estados Unidos e Europa, o Sublime, conhecido pelo hit "Santeria", está de volta depois de 13 anos longe dos palcos e pela primeira vez no Brasil. A banda volta com o novo nome ?Sublime with Rome? por conta de sua nova formação: a dupla original Bud Gaugh (bateria) e Eric Wilson (baixo) junto com o jovem Rome Ramirez, de 22 anos.

SWU - O preço dos ingressos ainda não foi divulgado, mas as entradas estarão à venda a partir da meia-noite do dia 13 de julho pelo site www.ingressorapido.com.br. Nos mais de 60 pontos de venda cadastrados em todo o país, as vendas iniciam-se às 9 da manhã do mesmo dia. O festival contará ao todo com 60 atrações nacionais e internacionais. Além dos shows, o SWU terá um fórum para discutir sustentabilidade e meio ambiente, além de uma mostra de artes com curadoria do artista plástico Eduardo Srur e uma exposição com obras de Franz Krajcberg.

Fonte: UOL

O patriotismo acabou?

Por Mary Camata

Algumas horas antes do jogo do Brasil contra a Holanda, o que mais se via nas ruas eram pessoas felizes. Pessoas vestidas de verde e amarelo, bandeirinhas nos carros, comércios fechados e ruas desertas. Todo os movimentos eram apenas para frente da televisão, reunindo milhões de brasileiros em vários lugares do mundo para assistir a mais um jogo do Brasil com a esperança de uma vaga na semifinal.

Posso não entender de futebol, mas durante a Copa, todos nós somos um pouco técnico, somos um pouco árbitro e somos um pouco jogador. Nada neste Brasil faz um movimento tão grande de pessoas unidas como uma Copa do Mundo. O Brasileiro surge apaixonado pelo seu País, é quando se esquecem todos os problemas para depositarmos toda a nossa confiança em quem acreditamos que está defendendo toda a nossa nação.

Mas não foi o que aconteceu. O Brasil chupou uma laranja bem azeda na manhã desta sexta-feira, quando foi derrotado pela Holanda por 2x1. Os gritos e os barulhos das vuvuzelas pelas cidades se calaram. O sorriso deu lugar para expressões de decepção e, de repente, em um passe de mágica, o brasileiro esqueceu do patriotismo que carregava no peito.

Antes do jogo começar, saí para registrar momentos da Copa, sem imaginar que seria o dia que o Brasil voltaria para casa. Procurei o camelô que tinha várias camisetas do Brasil em vários tamanhos, para fazer uma foto, e ele estava lá, no mesmo lugar, mas sem as camisas do Brasil penduradas. Perguntei a ele o que tinha acontecido com as camisas, e ele respondeu: - Guardei moça, é uma vergonha deixar essa camisa exposta aqui agora, ninguém mais vai querer comprar, respondeu o senhor dono da barraca.

Em outra esquina, deparei-me com um adolescente jogando sua camisa do Brasil, aquela que ele beijava algumas horas atrás, quando ainda acreditava na vitória, agora ele a pisoteava no chão, gritando que o Brasil era uma... pouca vergonha para ser delicada.

Pois bem, várias cenas me fizeram ver que o patriotismo do brasileiro, apesar de demorar quatro anos para se manifestar, dura uma questão de 45 minutos do segundo tempo.

O amor à pátria mãe gentil, que acaba em uma partida de futebol, poderia durar um pouco mais, até o mês de outubro, quando o Brasil, que não escolheu nenhum daqueles jogadores para estarem em campo, vai poder escolher o presidente do seu País ou o governador de seu estado. A força que leva os brasileiros a manifestar tamanho patriotismo pelo futebol, poderia ser a mesma na hora da escolha dos políticos.

Será que com o Brasil fora da Copa, os brasileiros vão continuar a ser patriotas? Ser patriota é participar dos jogos políticos que acontecem no seu País, sabendo que a decisão está na sua mão e na união dos brasileiros. Vamos torcer para o Brasil nas eleições pois é quando o nosso Brasil está realmente em jogo ou você vai ficar sentado só assistindo?