9 de ago de 2018

Pronto. Decidi voltar para o meu rock

Genteee, quanto tempo sem escrever aqui neste meu espacinho tão underground! Que saudade! Para quem não sabe ou conhece só a Mary Camata blogueira, eu como jornalista e fotógrafa, já fotografei e resenhei muitos shows de rock pelo Brasil a fora. Comecei em Rondônia mesmo – estado que eu morava – e que na época ainda tinha alguns festivais de rock pra gente se divertir.

Tive o prazer de ir para Tocantins conhecer o lendário Tendencies Rock Festival do amigo e produtor André Porkão, onde vivi novas histórias para o caderninho. Depois fui para o Rock in Rio viver o sonho de pisar naquela cidade e ouvir o hino do RIR tocar na alma. Foram incontáveis shows até aqui e, apesar de ainda achar que eu não vi quase nada, eu sempre era a única mulher jornalista e apaixonada pelo rock a estar lá “no meio da galera e das bandas”. Conheci muitas bandas, jornalistas, críticos, produtores e sempre que sentia aquele gostinho do rock na veia, mais eu queria consumir desse vício.

Com as mudanças da vida e os novos projetos – Mudei para Maceió (AL) e criei a Revista Ponto M – A primeira revista escrita por blogueiras no Brasil - acabei dando uma grande pausa neste trabalho que eu amo tanto. Muita gente me cobrou, me pediu, me mandou mensagem, e-mails e pedidos para voltar a falar sobre rock, pois o rock não pode morrer e muito menos o meu blog.

O Blog A La Maryjanne nasceu em 2007 ainda quando eu estava na faculdade e de lá pra cá, já se passaram mais de 10 anos. A minha idéia sempre foi dar a oportunidade para novas bandas de rock que surgem no Brasil, fazer minhas resenhas de festivais e shows, além das entrevistas com bandas nacionais como Raimundos, Detonautas, Matanza, Scalene, Supercombo, entre outras bandas.


Atualmente, passando uma temporada em São Paulo, venho anunciar que o blog está de volta sem grandes sonhos, apenas como uma forma de voltar ao mundo do bom e viciante rock and roll.

Após 22 anos, Banda Matanza anuncia fim

O fim da banda carioca Matanza foi anunciado recentemente em um comunicado postado nas redes sociais do quinteto liderado pelo vocalista Jimmy London. Contudo, por trás do tom polido do anúncio, dá para sentir que o fim da banda de countrycore formada em 1996 na cidade do Rio de Janeiro (RJ) foi motivado por incompatibilidades, talvez não exatamente de gênios, mas de expectativas e anseios dissonantes entre London, Dony Don Escobar (baixo), Jonas Cáffaro (bateria), Marco Donida (guitarra) e Maurício Nogueira (guitarra).

Após 22 anos em cena, em trajetória que será encerrada em outubro deste ano de 2018, a banda Matanza chega ao fim porque as necessidades artísticas dos integrantes já são divergentes e imperiosas. A separação pode ter sido decidida com civilidade e de comum acordo, como sugere o comunicado, mas o fim parece ter sido motivado pelas mesmas razões que geram términos definitivos ou recessos por tempos indeterminados de bandas em todo o mundo. Nesse sentido, os motivos que levaram a banda Matanza a se separar parecem ser essencialmente os mesmos que provocaram o fim recente do grupo carioca O Rappa.

Em bom português, além do desgaste da convivência entre os integrantes das bandas, há as incompatibilidades artísticas. Cada integrante tem um desejo artístico, um anseio particular. São "questões pessoais", para usar termo usado no comunicado, que nem sempre podem ser resolvidas em um ambiente coletivo como o de uma banda. Eis o comunicado em que o Matanza anuncia o fim da banda que misturou country e hardcore em universo musical embebido em cerveja:

"A banda encerrará suas atividades no final de outubro. Por quê? Porque foram 22 anos de trabalho ininterruptos, em que o Matanza foi uma prioridade absoluta em nossas vidas. Só temos a agradecer ao destino pela oportunidade de fazer música e levá-la aos quatro cantos do nosso país. Temos muito orgulho dos amigos que fizemos e das parcerias que consolidamos, que tanto nos deram alegrias como nos fortaleceram.
Mas estamos finalizando os trabalhos com o Matanza justamente para que possamos ver e fazer as coisas de um jeito diferente. Existem questões pessoais que precisam ser atendidas, possibilidades profissionais que precisam ser contempladas e necessidades artísticas que nos levam à caminhos distintos. Por isso, não há mágoa nem tristeza nessa resolução mas, sim, um grande entusiasmo pelo que está por vir. É importante dizer que todos os shows que estão marcados serão cumpridos normalmente”, encerra. Com informações do G1.