30 de nov de 2009

AC/DC leva fãs ao delírio em São Paulo

Os deuses do rock ajudaram fazendo com que a chuva parasse. Apesar do trânsito, mais caótico que o normal, foi possível chegar a tempo. E a locomotiva do AC/DC levou os fãs ao delírio com a apresentação na sexta-feira à noite (27), no estádio do Morumbi, em São Paulo.
Os brasileiros, que esgotaram boa parte dos cerca de 65 mil ingressos colocados à venda praticamente nas primeiras 24 horas, tiveram apenas uma oportunidade de conferir o show da turnê "Black Ice", após 13 anos de espera. Na Argentina, três noites foram agendadas. Mas todo o nervosismo enfrentado para conseguir uma chance de ver Angus Young e companhia valeu a pena.
Com um encontro de gerações na platéia, entre quarentões e jovens de 20 e poucos anos dividindo a paixão pela música, a banda trouxe ao país uma apresentação digna de um bom mega-show, com telões em alta resolução e um cenário repleto de alegorias do rock, com direito a chifres, um trem, uma boneca inflável gigante e fogos artificiais ao final. O grupo subiu ao palco às 21h35, e durante duas horas intercalou músicas do álbum "Black Ice" (2008) com todos os hits mais importantes da carreira. Após começar com "Rock'n roll Train", do último disco, a banda tocou dois dos primeiros clássicos que estavam por vir, "Hell Ain't a Bad Place to Be"- de "Let There Be Rock" (1977) - e "Back in Black", do disco homônimo de 1980. Apesar de o show ser baseado na boa e velha sacanagem do rock - mulheres, sexo e tudo mais que couber no inferno -, a banda é de um profissionalismo atroz, desses que só três décadas de experiência podem proporcionar. O vocalista Brian Johnson troca poucas palavras com a plateia, falando mais pelos gestos enquanto canta. Malcolm Young (guitarra), Cliff Williams (baixo) e Phil Rudd (bateria) ficam na sua e se preocupam em dar conta do som. E Angus Young se comunica por meio de sua inseparável e imortal Gibson SG.
Depois de mandar clássicos como "Thunderstruck", "The Jack" - na qual fez um striptease e ficou apenas de bermuda -, "You Shook me All Night Long" e "T.N.T.", o guitarrista emendou um solo digno do Olimpo em "Let There Be Rock". Angus se joga no chão, corre pela plataforma anexa ao palco e faz o público vibrar sem soltar uma única palavra. Tudo se resume à sua Gibson.
No bis, "Highway to Hell" faz jus aos chifrinhos vermelhos que brilham por toda a arquibancada e na testa do guitarrista. "For Those About to Rock (We Salute You)" encerra a noite enquanto canhões estouram ao fundo. Para quem gosta de rock, realmente não há nada melhor.

24 de nov de 2009

Liam Gallagher assegura que Oasis seguirá com outro nome

O vocalista do Oasis, Liam Gallagher, acredita que a saída de seu irmão Noel, no fim de agosto, foi só um pretexto para poder lançar um disco solo e assegurou que o grupo seguirá adiante sem o guitarrista e com outro nome.
As informações foram concedidas por Liam em uma entrevista à edição italiana da revista "Vanity Fair", cujo conteúdo foi antecipado hoje pela publicação, na qual, além disso, disse que a intenção de Noel era "dramatizar a situação. Foi só um pretexto. Estava cansado e tinha vontade de fazer um disco solo".
Além disso, o vocalista assegura que desta vez a ruptura é "definitiva", ao contrário dos conflitos anteriores protagonizados pelos dois irmãos, porque "não existe uma discussão verdadeira ou um problema a ser resolvido".
"Seguiremos adiante sem ele (Noel). O grupo mudará de nome, porque não seria a mesma coisa. Mas o resto da banda está comigo", acrescenta.

BRIGA - Liam afirma que a discussão que levou à separação do grupo foi "banal" e explicou que aconteceu enquanto estavam no camarim antes de um show e que tiveram uma briga sobre como uma coisa deveria ser feita, após a qual Noel quebrou o violão que a esposa do vocalista tinha dado a ele de presente.
Logo em seguida, Liam respondeu quebrando um violão do grupo e Noel anunciou sua saída. O vocalista do Oasis reconhece que não voltou a falar com Noel desde esse dia e afirma que se ficasse cara a cara com seu irmão apenas diria a ele que é um "mentiroso". "Se quer que eu diga que eu gosto do meu irmão, tudo bem, eu digo. É meu irmão, poderia morrer por ele. Mas agora é melhor que se mantenha afastado", afirma o cantor.
Por outro lado, Liam negou as declarações de Noel de que sua saída se deveu ao "nível de violenta intimidação verbal contra si, sua família e amigos", e respondeu: "Não insulto mulheres e crianças".

18 de nov de 2009

Esse é pra quem não foi no Se Rasgum 2009


Por Helaine Cavalcante

Confesso que sou bastante suspeita para relatar sobre como foi o 4º Festival Se Rasgum 2009 (Festival de Rock de Belém do Pará), dado o meu grau de envolvimento afetivo com algumas bandas que se apresentaram no evento. Por outro lado, presenciei todas as edições do festival, isso me faz ter lá alguma noção para um parâmetro importante em qualquer análise. Meus amigos músicos se derretiam de elogios à qualidade de som e iluminação dos três palcos que ocuparam a casa de shows Afrikan Bar no último fim de semana. Eu - jornalista e não música - gostei de tudo. Realmente era visível que estava tudo muito bem organizado, desde os rodies sempre super atentos para qualquer detalhe dos shows das bandas, até os horários das apresentações que, desta vez, atrasaram pouquíssimo.

Isso é muito bom, porque respeita o público que chega no horário que está marcado a começar. Mas é muito ruim também com aqueles que chegam atrasados propositalmente pensando que todo show inevitavelmente atrasa, além de ser extremamente cruel com as excelentes bandas que abriram algum dos dias do festival. Isso aconteceu com Aeroplano e Clube de Vanguarda Celestial, bandas paraenses que abriram o sábado e o domingo, respectivamente. Uma pena. As bandas deveriam tocar num horário melhor. E essa aí foi a minha primeira queixa. No primeiro dia, Cérebro Eletrônico embalou o público com um som maravilhoso, despertando surpresas na maioria esmagadora que não conhecia a banda até então. Pena que os cd’s disponíveis em uma das banquinhas acabaram muito rápido. Eu queria um.
Nação Zumbi foi sem dúvida o destaque da noite, por isso que até agora tem gente se perguntando por que eles não foram à última atração – como estava programado – e sim a anti-penúltima. Mas enfim, foi tão bonito ter a impressão que o chão tremia com o pulo da multidão cantando em coro “Tomar banho no canal quando a maré encher...”. Bonito mesmo.
Mais bonito que isso só o show da Eletrola. Primeira banda paraense a ter videoclipe transmitido na MTV, conhecida por ter mudado completamente a história do rock paraense. Um verdadeiro marco. A banda terminou em 2004. Sem nenhum show de despedida ou aviso prévio. Dezenas de fãs órfãos jamais a esqueceram e fizeram com que ela jamais fosse esquecida, reproduzindo aos mais novos a música da banda, que lançou apenas um único CD. Eu sou um dos frutos dessa geração que não viveu o auge Eletrola, e que se emocionou na sexta-feira quando, pela primeira vez, os músicos Eliézer, Camillo, Natanael e Andrea subiram ao palco dispostos a fazer um show de despedida. Ou seria um retorno? Os músicos negam a possibilidade firmemente e garantem que a apresentação de sexta-feira foi “única e exclusiva”, até porque o quarteto agora tem outros projetos: Johny Rockstar (Eliézer e Natanel), Turbo (Camilo) e Amplificador de Brinquedo (Andrea). Mesmo assim, durante o delírio no show de sexta, pude ouvir gente gritando “Eletrola voltou!”. O show contou com a participação especial de Ivan Vanzar – baterista das paraenses Madame Saatan (residente em São Paulo desde 2008) e Johny Rockstar – que havia desembarcado na cidade minutos antes do Eletrola subir ao palco e ainda conseguiu chegar a tempo de tocar “Quem?”.
Gabi Amarantos (Tecnoshow) empolgou o público do festival livrando qualquer vestígio de preconceito que alguns podem imaginar que os roqueiros têm quanto ao tecnobrega. Ver um cara gordo, com pircieng’s, tatuagens e uma camiseta do Ozzy dançando o “melô da piriquita” foi com certeza uma das cenas que não sairá tão facilmente da minha memória. Devia ter fotografado. Ah, adianto que até os rondonienses da Ultimato entraram na dança. Ao final do show, uma verdadeira gafe de Gabi: a cantora anunciou cantar uma homenagem ao Mestre Verequete (cantor e compositor de carimbó – conhecido por ser o principal precursor do estilo - falecido no último dia 3 de novembro), mas cantou sucessos de Pinduca e Mestre Lucindo. Pois é...
Nesse dia, Bonde do Rolê acabou sendo a última apresentação, tocando até umas 4 da manhã. Loucura e insanidade para o público. Paraenses dançando funk igual cariocas. Engraçado até, olha. Uma pena a polícia ter chego e “pedido” pra abaixar o som. A banda se recusou e o show teve que acabar.
No sábado, destaco os shows dos paraenses Pinduca, Aeroplano, Dharma Burns e dos mineiros Pato Fu e Radiotape. Pato Fu fez um show maravilhoso, para delírio do público belenense que esperava por esse momento desde 2004, quando a banda tocou no então “Yamada Tim Festival”. Músicas novas e antigas. Iluminação incrível. Lindo de ver. Fernanda Takai abriu uma excessão e cantou pela primeira vez – segundo ela mesma - em um show da banda uma música de seu disco solo: o sucesso do carimbó “Sinhá pureza” regravado pela vocalista.
Essa noite também foi de muita emoção para a Johny Rockstar que depois de 10 meses, tocou com a formação original. Fãs, amigos e os integrantes da banda estavam visivelmente emocionados, afinal, o encontro só foi possível através de uma cooperação mútua, rolando a sempre fiel “vaquinha” entre todos, o objetivo? Trazer o baterista residente em São Paulo. Valeu muito a pena. O show foi incrível e o público – que desde a passagem de som já se aglomerava na frente do palco – curtiu todas as 7 músicas que a banda tocou.

ÚLTIMO DIA - O domingo foi marcado pelo triste cancelamento de uma das atrações mais esperadas pelo público. Retrofoguetes não pode participar do festival. Em nota, a produção do Se Rasgum divulgou na tarde do domingo que o motivo foi um problema com a emissão de passagens e afirmou ter sido um erro exclusivo da Empresa Aérea. Uma pena. Todos falavam muito bem da banda que vem se consagrando com uma seguidora do rock instrumental que está numa fase excelente no rock independente nacional.
O show da pernambucana Amp surpreendeu à muitos. Não só pela música de qualidade mais pela presença de palco da banda. Também não achei CD pra comprar. Pena.
Os melhores shows de todo o festival foi com certeza no domingo. Delinqüentes (PA), Stress (também paraense e conhecida por ser a primeira banda de heavy metal da América Latina), Matanza e Velhas Virgens. O público não demonstrou cansaço e curtiu cada música de cada uma dessas bandas incessantemente. Nem me meto a descrever o que foi aquilo. Recomendo à todos os que estão lendo isso que pensem seriamente antes de decidir não ir no próximo Se Rasgum. Esta foi a melhor edição de todas e ano que vem, até onde ouvi falar, promete ser ainda melhor.

Dica: Não deixe de conferir a cobertura completa do Se Rasgum 2009 no flickr oficial do evento: www.flickr.com/serasgum
Fotos: Renato Reis, Glauce Andrade, Marcelo Lelis, Diego Dalmaso, Thiago Araujo

17 de nov de 2009

Cranberries vem tocar no Brasil

Parado desde 2003, o Cranberries não só voltou, como vai tocar no Brasil em janeiro e fevereiro de 2010. A banda irlandesa passa pelo Rio de Janeiro, onde toca no Citibank Hall, no dia 28 de janeiro, segue para São Paulo e se apresenta no Credicard Hall, no dia 30 do mesmo mês, vai para Belo Horizonte, no Chevrolet Hall, no dia 31, e termina a miniturnê no Pepsi On Stage, em Porto Alegre, no dia 3 de fevereiro.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre os ingressos, apenas que a pré-venda para clientes Citibank terá início no dia 18 de novembro. Além do Brasil, o Cranberries vai visitar Chile, Peru, Equador, Venezuela e Argentina. A banda nunca esteve aqui, apesar de a vocalista, Dolores O'Riordan, ter vindo fazer shows de divulgação do álbum solo Are You Listening? em 2007.

10 de nov de 2009

Aerosmith anuncia busca por novo vocalista

Quem quer ser o novo vocalista do Aerosmith? O guitarrista de uma das bandas norte-americanas mais bem-sucedidas da história disse ontem que ele e seus colegas de banda estão "procurando um novo cantor com quem trabalhar", após uma disputa com o vocalista Steven Tyler, 61.
Joe Perry, 59, fez o anúncio em sua página no Twitter, numa incomum exposição pública de uma disputa com seu parceiro de composições há 40 anos. A dupla, conhecida como "Gêmeos Tóxicos", é autora de clássicos como "Walk this Way" e "Love in a Elevator". A relação musical de ambos é comparada com a existente entre Mick Jagger e Keith Richards, dos Rolling Stones.
Mas Tyler disse recentemente que quer se concentrar em projetos solo, algo que ele já chegou a afirmar no passado, mas nunca havia concretizado. Ele também parou de se comunicar com a banda há vários meses e contratou seu próprio empresário.
No mês passado, Perry disse que Tyler se recusa a escrever uma música em parceria com ele há uma década. Mais recentemente, o guitarrista disse que, da última vez que telefonou para Tyler, o vocalista desligou o telefone em sua cara. Ainda assim, a banda conseguiu fazer alguns shows, mas uma turnê de verão pela América do Norte foi encerrada em agosto, quando Tyler caiu do palco e fraturou o ombro. Nenhum de seus colegas de banda o acompanhou até o hospital. Que me desculpem, mais Aerosmith nunca será o mesmo sem a energia, a irreverência (a feiúra) e a voz marcante do vocalista (ex) Steven Tyler.

6 de nov de 2009

Dois festivais trazem 41 atrações internacionais

> Maquinária Festival e Planeta Terra disputam público no fim de semana

Dois festivais, que juntos reúnem 41 atrações internacionais, acontecem neste fim de semana em São Paulo - o Maquinária Festival (na Chácara do Jockey, amanhã e domingo) e o Planeta Terra (no Playcenter, somente amanhã). Ainda há ingressos para os dois e você tem de escolher: Iggy Pop & The Stooges no Playcenter ou Faith No More na Chácara do Jockey?
No Planeta Terra, o público também vai poder aproveitar os 15 brinquedos do parque que estarão funcionando. Entre as diversas bandas históricas que estão de passagem pelo Brasil, a americana Sonic Youth, uma das atrações do Planeta Terra, é uma das mais veneráveis. Elevou o barulho à categoria de artesanato sonoro. Transportou a distorção para o território da poesia, foi referência formidável do grunge (assim como Iggy Pop). Pela terceira vez no Brasil, o grupo vem apresentar o novo álbum "The Eternal". Outros destaques do festival são The Ting Tings, Primal Scream e Metronomy.
No Maquinaria Festival, será uma batalha de dois dias. No palco principal se apresentarão amanhã Faith No More e o Jane's Addiction para os fãs veteranos. No domingo, tem Evanescence e seu pelotão de jovens recrutas. O festival traz ainda atrações como o Panic! at the Disco no domingo.

PLANETA TERRA - Playcenter. Entrada pela R. José Gomes Falcão, s/nº. Inf.: (011) 2846-6000. Sáb. (7). Abertura dos portões: 14h. Shows: 16h/4h. Ingressos: R$ 200. Censura: 18 anos.

PALCO PRINCIPAL
16h - Macaco Bong
17h30 - Móveis Coloniais de Acaju
19h - Maxïmo Park
20h30 - Primal Scream
22h15 - Sonic Youth
0h15 - Iggy & The Stooges
2h - DJ Étienne de Crécy

Palco Indie
17h - Fuja Lurdes (Vencedor do concurso Hit Zero)
18h - Ex!
19h30 - Copacabana Club
21h - Patrick Wolf
22h30 - Metronomy
0h - The Ting Tings
1h30 - N.A.S.A.
3h - DJ Anthony Rother

MAQUINÁRIA FESTIVAL - Chácara do Jockey. Abertura dos portões: 13h. Inf.: (011) 4003-1212. Ingressos: R$ 200/R$ 450. Censura: 16 anos (sáb.) e 14 anos (dom.). Nos dois dias, menores somente acompanhados de pais ou responsável.

Palco principal
15h - Nação Zumbi
16h20 - Sepultura
17h40 - Deftones
19h30 - Jane's Addiction
21h30 - Faith No More

Palco MySpace
14h30 - Stevens
16h - Comodoro
17h20 - Sayowa
19h - Maldita
21h - Brothers of Brazil

Programação 8/11

Palco principal
17h10 - Duff Mckagan's Loaded
18h30 - Dir En Grey
19h50 - Panic! At The Disco
21h30 – Evanescence

Palco MySpace
16h - Volantes
16h40 - Terceira Edição
18h - Silicon Fly
19h20 - Hori
20h40 - Danko Jones