7 de jun de 2012

Gametas lança primeiro clipe na internet


A banda de punk rock carioca Gametas, acaba de lançar um clipe na internet. Com seu rock debochado e suas letras escrachadas, o Gametas faz seu rock agressivo e cheio de palavrões se destacar nas redes sociais, apostando em um som carregado de riffs e tons de horror e erotismo.

A música “Sua vagina é cheirosa (Mas sua alma Fede)” faz parte do primeiro cd da banda, intitulado Gametas. Abaixo, você pode conferir como ficou o clipe.


Festival Casarão acontece em setembro


Já são 12 edições e muitas histórias para contar. Cerca de 100 bandas de quase todo o Brasil já tiveram o prazer de desfrutar de um dos maiores festivais de rock do Norte. Tradição no calendário dos eventos de Rondônia, o Festival Casarão chega em 2012 em sua 13ª edição. Nos dias 05 a 08 de setembro, a Capital Porto Velho receberá a 13ª edição do Festival Casarão que começa a definir suas primeiras atrações, trazendo muitas novidades.

A primeira atração deste ano confirmada pelo organizador do evento, Vinicius Lemos, foi a banda Pouca Vogal, projeto paralelo do Humberto Gessinger, do Engenheiros do Hawai. Figura histórica dos anos 80, Gessinger virá pela primeira vez em Porto Velho trazendo um formato diferente. Mas as novidades para esta edição estão só começando. Este ano uma das bandas selecionadas para se apresentar no Festival será escolhida através de sua inscrição pela plataforma Toque no Brasil. Vinicius Lemos também não descartou a possibilidade de atrações que já se apresentaram em outras edições do Casarão de estarem retornando nesta edição. “Todo ano tentamos mesclar quem já veio com quem nunca veio. É uma forma de responder ao público dizendo: "acreditem que nunca decepcionamos vocês no line up do festival", disse.

Abaixo, o organizador do Festival Casarão falou sobre a grande lista de bandas que já tocaram no Festival, sobre a saída da ABRAFIN e sobre a inscrição de bandas no Toque no Brasil:

1) - Quantas bandas (aproximadamente) e quantos estados já passaram pelo Festival Casarão nestes longos anos de evento?

Já são 12 edições e muitas histórias. Cerca de 100 bandas já tocaram no Casarão, fechamos todos os estados do Norte, Centro Oeste e Sudeste. Do Sul, falta só Santa Catarina. Do Nordeste, já foram Bahia, Paraíba, Maranhão e Ceara. Faltam poucos estados mesmo. 

2) - Qual a importância do Festival Casarão para a Cultura Rondoniense?

Creio que no mundo musical, principalmente de música jovem, o Casarão faz Porto Velho e Rondônia ser um lugar melhor, proporcionando algo que não existiria aqui. São bandas históricas como Ratos de Porão, Pato Fu, Moptop, Mukeka, Dead Fish, Móveis, Cidadão Instigado, Autoramas, Vanguart, Canastras e sem fim de bandas, que hoje acham normal tocar em Porto Velho. E por que isso? Justamente por existir o Casarão.

Logo após a vinda do Matanza, teve uma entrevista do Jimmy na MTV para o João Gordo onde ele contou que tocou em Porto Velho e disse que havia uma cena legal aqui. Eu vejo que só o Casarão pra proporcionar isso e melhorar esse contato do público com esse nível de shows. 

3) - Como ficou o Festival Casarão após sua saída da ABRAFIN?

Não vejo diferença como algo do tipo, piorou ou melhorou. Precisávamos definir o que somos e somos uma forma legal de se fazer cultura, não somos o “modus operandi” que vendiam pela Abrafin. Gosto da Abrafin, gosto do fora do Eixo, acho todas as iniciativas fantásticas, mas chegou uma hora que não era mais aquilo pelo qual acreditávamos. Nessa hora, o mais justo é sair e deixar o caminho livre para quem acredita diferente e criar algo com a sua cara. É o que estamos fazendo. 

4) – Como as bandas podem concorrer pelo Toque no Brasil a uma vaga no Festival?

Para concorrer a uma vaga no Festival, a banda precisa estar cadastrada no Toque no Brasil (http://tnb.art.br/oportunidades/13-festival-casarao) e se inscrever para concorrer a vaga no Festival até o dia 25 de junho. 

1 de jun de 2012

Bandas que não acabam nunca – Los Hermanos


Foto: Wilson Spiler.

(Por Mary Camata) Ame ou deixe-os. Realmente este é o lema da Banda Los Hermanos a qual tive o prazer de assistir um dos shows da mini turnê em comemoração aos 15 anos da banda no final do mês de maio, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

Fiéis seguidores da banda de vários estados, lotaram a abafada casa de shows Fundição Progresso a espera do retorno da banda que teve seus ingressos esgotados para os seis shows marcados. Com muita simplicidade e sem frescuras no palco, a banda entrou calada e cada músico tomando o seu lugar em meio a uma vibração alucinante de milhares de vozes.

O show começou em uma energia contagiante com a canção "Vencedor", onde Marcelo Camelo ergueu o pedestal de seu microfone para os espectadores, que enlouquecidos, soltavam a voz entalada pelo longo período de inatividade do grupo. Seguindo com "Retrato para Iaiá" e "Todo Carnaval tem seu fim", o quarteto cantava suas músicas acompanhados de um emocionante karaokê ao vivo.

Durante o show, alguns problemas técnicos causaram o interrompimento do som em algumas músicas o que a invés de irritar a plateia e incomodar a banda, emocionou aos Hermanos com um coro ensurdecedor que continuava a cantar em alto e bom tom até o final cada música interrompida. Era muito evidente a alegria que tomava conta de Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba em um show totalmente dedicado aos seus fãs. Um show direto, recheado com todos os sucessos dessa carreira de 15 anos, sem efeitos especiais em um palco que contava apenas com um telão no fundo do palco que exibia cenas de shows da banda. A maior atração dos Hermanos foi o seu repertório montado para agradar seus seguidores e isso realmente bastou.

Mesmo em hiato a um bom tempo, Los Hermanos mostrou que continua em plena forma e a todos os pulmões. Obrigada Los Hermanos por este (rápido) retorno triunfante, comprovando que uma parada não significa o fim, e sim o fortalecimento do que não acaba nunca.