6 de jan de 2015

Motivos para ver Jack White no Lollapalooza

*Por Mary Camata

Ok. Eu confesso que sou uma grande fã do Jack White e por isso resolvi falar dos motivos para assistir o show dele no Lollapalooza que vai acontecer dias 28 e 29 de  março, em São Paulo. 

O músico que já liderou as bandas The White Stripes, The Raconteurs e The Dead Weather, é dono da gravadora Third Man Records e é considerado um dos mais prolíficos e renomados artistas das últimas duas décadas.

Jack White que agora divulga seu álbum solo pelo mundo, falou a imprensa no ano passado porque seus projetos paralelos acabaram. “Foi um acidente. O White Stripes acabou e o pessoal do Raconteurs e do Dead Weather está muito ocupado com suas outras bandas. E essas músicas que eu botei no disco começaram a sair e me vi sozinho”, contou White.

Jack White injetou blues no indie e popularizou um formato de “banda de dois” só com guitarra e bateria, conhecida como White Stripes que apresentou o hit “Seven Nation Army”, que, desde então, tornou-se um dos cantos mais populares em eventos ao redor do mundo. Depois, no auge dessa, inventou outra banda, uma de amigos. Na sequência, uma supergrupo indie com um povo de outros grupos famosos. Agora, saiu solo, fez um disco que tem punk, country, blues e rock clássico. Jack na para.

Sou fã do Jack desde o surgimento do White Stripes onde o apelidei carinhosamente de “Um estranho adorável”. O cara é realmente sinistro e isso que me chama mais atenção e me faz admirar ainda mais ele. Considerado um dos 100 melhores guitarristas do mundo, Jack é considerado o cara que lançou a gravação mais rápida do mundo. No documentário “It Might Get Loud”, ele foi desafiado a escrever e gravar uma música em frente às câmeras, tarefa que realizou em dez minutinhos só. E suas esquisitices não param por aqui. Ele tem uma obsessão pelo número três que pra ele significa a perfeição, explicou o próprio. “Todas as músicas e letras, o modo como são estruturadas, tudo o que fazemos em nossa arte é baseado no número três”. O uso do “número mágico” aparece por toda sua carreira, desde o número de bandas em que fez parte até o número de cores na paleta de cada um dos projetos, coisas de músico perfeccionista.

Em um de seus documentários, Jack contou que toca com as mesmas guitarras há mais de 10 anos e que nunca toca seguindo um setlist. “Quando tocamos ao vivo, temos essa vibe, sempre cambaleando para o desastre ou para algo brilhante. Não é forçado e escrito num papel para seguirmos um script. A plateia percebe quando você está seguindo um script”, disse.


Jack atualmente segue divulgando seu trabalho Lazaretto que já superou o recorde de vendas de um disco de vinil na primeira semana de lançamento, mais de 50 mil cópias só nos EUA. São muitos motivos para aproveitar a passagem do músico pelo Lollapalloza e eu, estarei lá para registrar com meus olhos esse lindo momento.

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