26 de mai de 2013

Festival Casarão continua vivo


Por Mary Camata 

Depois de dois anos afastada do Festival Casarão devido à agenda lotada de compromissos, no último final de semana consegui conciliar a minha agenda de trabalhos com a abertura do Festival Casarão.

Que saudade eu estava de sentir o “clima Festival Casarão”. É uma mistura de bandas antigas com bandas novas e bandas conhecidas com um público sedento por um bom rock e cultura sempre em uma casa que conforte os roqueiros rondonienses. O homem do Casarão, Vinicius Lemos, atento a todo momento a movimentação e sem deixar de curtir um pouco cada “pupila” escolhida por ele a subir no palco.

Infelizmente cheguei um pouco atrasada e perdi a banda rondoniense Wari, a primeira da noite no lotado Pioneiros Pub e já começava o show da banda Os Últimos, da cidade de Ariquemes com um som mais indie e um show envolvente. Em seguida, os meninos de Cuiabá, Branco e Tinto, esquentaram o Festival Casarão com sua pegada totalmente rock and roll.

A quarta banda a subir no palco da primeira noite do Festival Casarão, foram os mineiros da Leave Me Out com uma mistura na dose certa de grunge, rock e metal. Um dos pontos altos da primeira noite do Festival Casarão foi o show de uma das bandas mais queridas de Porto Velho, a Maria Melamanda que subiram ao palco emocionados e foram ovacionados pelos fãs da banda que sabia cantar todas as músicas do repertório antigo da banda.

O último show da noite, os cariocas da banda Matanza, subiram ao palco por volta da 1h da manhã. Conversando com o Jimmy, vocalista do Matanza antes do show, ele contou da satisfação em estar de volta ao festival depois de alguns anos. “É maravilhosa essa sensação de rever o quanto gostam da gente a cada vez que voltamos aqui”, disse Jimmy que contou que o próximo show da banda já seria no sábado, no Tendencies Rock Festival, em Palmas do amigo Porkão.

Em seu Facebook, o organizador do Festival Casarão falou do dever de missão cumprida em mais uma edição. “Mais um ano, mais uma edição. Não é fácil, fazer o festival é difícil, numa cidade sem incentivo e com complicações cada dia maiores. Lugares difíceis, autorizações complexas e mudanças aconteceram. Foi o melhor que pudemos fazer para esse ano. Hoje é um momento de agradecer, agradecer pela edição, todos os 3 dias lotados. E por um público sedento por cultura, sedento pela música. Porto Velho merece um festival desse porte e temos que provar a cada ano que fazemos por merecer essa confiança. O festival desse ano não seria possível sem o Banco da Amazonia. Obrigado de coração ao Banco da Amazonia e Governo Federal.
O Pioneiros merece ser destacado, recebeu o evento 11 dias antes e se esforçou de sobremaneira para acontecer. Não é o maior local, mas foi o que tornou possível. Tivemos nesse ano uma atenção da mídia nunca antes vista. Todos foram importantes pra acontecer. Depois que começa o evento no primeiro dia, o foco são as bandas, dar o melhor, ser justo com todas as bandas e parecer ser chato com cada uma pra entrar e sair, mas é pensando em todas que fazemos isso. Não é fácil, mas nos propomos a fazer por 14 anos algo que muitos não aguentaram por muito tempo. E vamos continuar a fazer. Agradeço a todas as bandas Voces fizeram o Festival”
, finalizou Vinicius Lemos e que venha a 15ª edição.

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