1 de jun de 2012

Bandas que não acabam nunca – Los Hermanos


Foto: Wilson Spiler.

(Por Mary Camata) Ame ou deixe-os. Realmente este é o lema da Banda Los Hermanos a qual tive o prazer de assistir um dos shows da mini turnê em comemoração aos 15 anos da banda no final do mês de maio, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

Fiéis seguidores da banda de vários estados, lotaram a abafada casa de shows Fundição Progresso a espera do retorno da banda que teve seus ingressos esgotados para os seis shows marcados. Com muita simplicidade e sem frescuras no palco, a banda entrou calada e cada músico tomando o seu lugar em meio a uma vibração alucinante de milhares de vozes.

O show começou em uma energia contagiante com a canção "Vencedor", onde Marcelo Camelo ergueu o pedestal de seu microfone para os espectadores, que enlouquecidos, soltavam a voz entalada pelo longo período de inatividade do grupo. Seguindo com "Retrato para Iaiá" e "Todo Carnaval tem seu fim", o quarteto cantava suas músicas acompanhados de um emocionante karaokê ao vivo.

Durante o show, alguns problemas técnicos causaram o interrompimento do som em algumas músicas o que a invés de irritar a plateia e incomodar a banda, emocionou aos Hermanos com um coro ensurdecedor que continuava a cantar em alto e bom tom até o final cada música interrompida. Era muito evidente a alegria que tomava conta de Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba em um show totalmente dedicado aos seus fãs. Um show direto, recheado com todos os sucessos dessa carreira de 15 anos, sem efeitos especiais em um palco que contava apenas com um telão no fundo do palco que exibia cenas de shows da banda. A maior atração dos Hermanos foi o seu repertório montado para agradar seus seguidores e isso realmente bastou.

Mesmo em hiato a um bom tempo, Los Hermanos mostrou que continua em plena forma e a todos os pulmões. Obrigada Los Hermanos por este (rápido) retorno triunfante, comprovando que uma parada não significa o fim, e sim o fortalecimento do que não acaba nunca. 

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