12 de fev de 2010

Ji-Paraná terá Festival Grito Rock

Surgido em 2003 na cidade de Cuiabá, o Festival Grito Rock é conhecido em todo o Brasil pelo seu caráter expansivo e colaborativo com a meta de fortalecer ainda mais a música independente brasileira. A partir de 2007, o evento se expandiu para mais 20 cidades (dentre elas Ji-Paraná). Em 2008, atingiu 40 cidades e englobou a América do Sul, com as edições de Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai). Na edição de 2009 ele se tornou o maior festival integrado e independente do planeta. Em 2010, o Grito Rock acontecerá em mais de 50 cidades da América do Sul. Envolvendo cerca de 500 bandas, sem contar produtores e jornalistas atuantes no setor.

Em tempos de mudança climática é fundamental que as organizações e cidadãos tenham conhecimento do volume de emissões de dióxido de carbono (CO2) que emitem. Este gás é o principal causador do efeito estufa, responsável pelo superaquecimento da Terra. Pensando dessa forma Ji-Paraná irá inovar unindo movimentação cultural à conscientização ambiental. Após a realização do Grito, será feito um cálculo para mensurar qual a quantidade de gás carbônico lançada no meio ambiente devido ao festival. Para zerar essa emissão, a organização do Grito Rock Ji-Paraná se compromete a plantar um número de mudas de árvores que anule a emissão gerada pelo evento.

O Grito Rock Ji-Paraná 2010 acontecerá no dia 15 de Fevereiro, e contará com presença de oito bandas, Di Marco, Tatudikixuti e Calibre a Agosto de Ji-Paraná, Rolpe de Ouro Preto d’Oeste, a banda Osdonorte de Porto Velho, a Pesada RHOX de Cuiabá-MT e a Vinil Laranja de Belém no Pará. Em destaque, as bandas que nós ainda não conhecemos, RHOX (MT) e Vinil Laranja (PA).

VINIL LARANJA - Vinil Laranja é como se intitula a banda belenense atualmente formada por Andro Baudelaire, Bruno Folha, Saul Smith e Nettão Red. Com quase seus seis anos de carreira, a banda tocou em alguns festivais pelo Brasil e ainda a convite de Brent Grulke, a banda se apresentou no festival Texano SXSW em março de 2009, fazendo de quebra uma temporada de show no estado. Com seu cd Unfacelesse Bride lançado pelo selo Ná music e com a experiência adquirida nos meses em que passaram tocando fora do pais os garotos agora tentam fazer sua divulgação através de shows ao redor do Brasil no intuito de fazerem seu nome crescer para assim continuarem na estrada musical. Com o vídeo clipe, que leva o nome do disco, prestes a ser lançado pela TV cultura a Vinil Laranja espera conseguir entrar de uma forma mais explicita na mente dos ouvintes, completando a chegada da história da noiva sem rosto com o álbum e o registro visual. Quem tiver interesse em colocar os garotos para tocar na sua cidade basta clicar com o mouse nos links, dar uma ajuda de custo, e eles ainda te pagam uma caipirinha com limões baratos. www.myspace.com/vinillaranja

Atualmente, conseguiram a marca histórica de ir tocar no South by Southwest (Texas), que dispensa apresentações (Festival que apresentou Amy Winehouse pro resto do mundo). Só após o interesse dos americanos na banda alguns festivais de bastante respeito demonstraram vontade de que o Vinil tocasse antes de ir para os Estados Unidos. Com isso, eles tocaram no Grito Rock (Cuiabá) e Dia Mundial do Rock em (Cuiabá). Além disso, ainda participaram do Se Rasgum no Rock (2008). Aliás, na minha modesta opinião, apesar de pouca gente (devido à hora), o show no festival Se Rasgum do ano passado foi algo que demonstrou a maturidade que a banda adquiriu.

“Unfaceless Bride” (noiva sem rosto) é o nome do segundo álbum, que por tudo que foi dito aqui em termo de mudanças e evolução, é considerado o primeiro álbum da banda, por alguns. O nome do álbum descreve bem o Vinil. Uma banda que tem guitarras marcantes, um vocalista louco, um baterista animal, mas que ao mesmo tempo “brinca” com letras de amor, bebidas e não somente isso. No português mais vulgar eles “viajam na maionese”, algumas vezes. Só que essa viagem é legal e fundamental para que o Vinil não seja só mais uma banda que fala de amor e bebida. Logo, as letras do Vinil Laranja são únicas e os fazem ainda mais originais.

Após a viagem, o Vinil Laranja volta cheio de histórias na mala, dentre elas, uma tocada para um casal gay, um forte agradecimento a uma senhora de 46 anos que os adotou, o dia em que eles conheceram o Nick Oliveri e muitas loucuras cometidas para poder tocar, por causa da falta de dinheiro. Acreditamos, então, em um amadurecimento ainda maior, graças a estes acontecimentos e nos orgulhamos de saber que houve uma grande aprovação à banda nos shows por lá.

Termino o meu texto dizendo que, após o sucesso nos Estados Unidos, o Vinil além de abrir o caminho para outras bandas boas da nossa cena, volta mais maduro e só precisa do apoio do povo paraense, pois, teve de vir gente de bem longe para ver o que muita gente não viu por aqui: a qualidade desses garotos. Esperamos que o nosso povo, pelo menos dessa vez, dê valor ao que temos de bom e espere ansiosamente esta volta.

RHOX - A Rhox tem pouco mais de um ano. Passou por duas modificações com a saida de um guitarrista e um baterista. o Nome Rhox, vem da internet. Rox significa legal, bacana, bom, massa e decidimos colocar o "H" para diferenciar.
A Rhox já tocou em alguns eventos da capital (Hell City) como Grito Rock, Riff Rock Fest, Metal Force I, Amostra Gratis, e agora em agosto, em uma dos maiores festival do Centro Oeste o Festival Calango. Enfim, essa é a Rhox em poucas palavras.

Um comentário:

Mila Camargo disse...

Nooosa faz tempo que Jipa não tem mais Festival, lembro do RockJipa de muuuuito tempo atraz rsrsrs.
Beijos