15 de mai de 2008

As recompensas


Disseram-me e, logo, constatei que na vida há ascensões e decadências. Para cada lágrima que se verte, um sorriso se expele. E assim a vida segue entre sabores e dissabores. Se há justiça... Por quê algumas coisas sempre irão doer no nosso peito? Mesmo com prêmios e méritos, será que se esquece o caminho estafante que se percorreu?
Minha vida é um cinema tragicômico, cheia de histórias mirabolantes, umas fantasio pra parecer mais interessante, ou menos comum. Outras escondo para não perceberem quão anormal sou. Costumo rasgar páginas. E fingir que não houve nada, dissimulo, reinvento. Troco de sorte e de ares só pra não sentir dores - mudas dores que nem me maltratam mais. Às vezes imploro à terra que me engula, Noutras peço que me deixem enrugar lentamente. Quero ficar aqui, feliz, sorrindo com minhas frases e gestos e dessabores. Sou fragil, muito frágil E forte, muito forte também...
Foto e texto by maryjanne